Sombra

Estudantes do 9º ano participam de atividade interescolar de inclusão

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11/04/2023

O incentivo ao conhecimento de técnicas diferenciadas para auxiliar na criatividade dos estudantes franciscanos gerou uma atividade interescolar inclusiva que aconteceu na última quarta-feira (5) reunindo estudantes da Escola São Francisco de Assis, Escola Especial Alfredo Dub e da Escola Santa Rita na sede da mesma.


A iniciativa partiu da Coordenadora da Mostra Interescolar de Ações Comunicativas (MIA), Ariadne Oertel Azevedo, após alguns estudantes do 9º ano da Escola São Francisco de Assis terem participado de uma Oficina de Stop Motion com o Professor do Curso de Cinema de Animação da Universidade Federal de Pelotas e Cartunista, André Macedo e se tornarem multiplicadores do conhecimento com seus colegas de aula. O objetivo de Ariadne era oferecer uma oportunidade ímpar de aprendizagem prática, a fim de qualificar ainda mais os futuros trabalhos que serão enviados para concorrer na edição da MIA de 2023, por isso convidou o artista André Macedo e os alunos da Escola São Francisco para juntos, oferecerem uma oficina de Stop Motion para alunos da escola Especial Alfredo Dub.

A oficina na Escola Santa Rita contou com a participação dos Professores e Intérpretes de Libras José Francisco Duran Vieira e Marlene Bueno, e com a voluntária e também Intérprete de Libras, Mônica Mendes, que fizeram a tradução de forma simultânea dos momentos para os alunos surdos e também auxiliaram na hora da interação entre os grupos.


Para a Coordenadora da MIA, todos ganharam com a ação, já que aconteceu de forma cooperativa e colaborativa, ao ponto de no final da oficina a interação entre alunos da Escola Especial Alfredo Dub e os da ESFA nem precisar de mediação ou intérpretes.


O Professor José Francisco Duran Vieira achou o encontro proposto entre as três escolas excelente, e afirmou que os estudantes do Alfredo Dub gostaram muito da atividade. Segundo ele, inicialmente, eles encontravam-se desanimados: “Não viam muito propósito para tal oficina.”, mas a interação com todos, principalmente com os alunos das outras escolas, foi muito produtiva. “Acredito que para eles também. A interação foi incrível, muito positiva. Percebi muitos alunos ouvintes super interessados em se comunicar, arriscar alguns sinais e, principalmente, estabelecer, apesar da comunicação suceder-se, mutuamente, em línguas diferentes, um ensino e aprendizagem para a apropriação e manipulação do APP para a construção do Curta-Metragem Tibi e Joca: uma história de dois mundos que o coletivo dos alunos e alunas do Dub irão começar a montar e produzir.” disse.


Como multiplicadores de conhecimento, os estudantes do 9º ano da Escola São Francisco de Assis tiveram a oportunidade de vivenciar algo novo, um projeto que sai de dentro da escola, agregando muito além de conhecimento e experiência, mas também coletividade, empatia e solidariedade.
A Professora Ariadne Oertel Azevedo enfatizou o importante papel da ESFA desde a segunda edição da MIA, quando o festival ainda dava seus primeiros passos, enviando desde então trabalhos muito qualificados. Segundo ela, a ESFA agora atua como uma escola que entende seu compromisso social de retribuir e colaborar com a aprendizagem de outras escolas.


Para a professora e Articuladora de Projetos e Metodologias da ESFA, Luciane Morales, a atividade coloca em prática o previsto pela BNCC como educação integral, que é uma concepção que se compromete com uma educação contextualizada, democrática, inclusiva e transformadora, que se preocupa com a formação de sujeitos capazes de construir conhecimento e não apenas sujeitos instruídos em um processo passivo de escolarização.

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